sábado, 21 de abril de 2012

Paraguai

Comentei certa vez que gostaria de ir até o Paraguai. As pessoas logo associam tal viagem a compras. Compra de muambas na Ciudad del Este. Mas não é possível que um país reserve tão pouco. Como podemos saber tão pouco de um lugar com o qual dividimos fronteiras e fazermos constante comércio?

Na escola eu fui um pouco ensinado a ter uma certa culpa pela destruição do Paraguai na Grande Guerra (como os paraguaios chamam o conflito de 1865-70). Agora sei que não é bem assim que a história anda. Mas é um conflito marcante para nós também, foi nossa única guerra. De resto o exército brasileiro sempre foi uma força para conter conflitos internos e manter o país unificado, feito no qual foi surpreendentemente bem sucedido. 

Que referências temos do Paraguai? A primeira que me vem a memória é galopeira, que nos ensina a capital do Paraguai desde cedo: "Foi num baile em Assunção, capital do Paraguai, onde eu vi as paraguaias sorridentes a bailar..."

terça-feira, 6 de março de 2012

Bicicletaço


São Paulo, 06 de março de 2012. Manifestantes transformam todas as faixas da avenida Paulista em faixas para ciclistas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Queria fazer um texto grande e contar minha experiência de primeiro dia no Peru, mas não consigo entender este teclado com configuração estranha...

Impressões:
1- O Peru parece o Brasil do início dos anos 90 que vemos na TV
2- As praias são de pedra.
3- Os ônibus são muito velhos, sucata.
4- O trânsito é muito ruim e o pedestre não tem direito a nada.
5- A neblina nos perseguiu.
6- Não existe padrão para os táxis.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Estranha partida

Escrevo correndo, como sempre estou atrasado. Amanhã cedo parto pra Lima. Meu voo está marcado para 7:40. Para facilitar as coisas combinei de dormir na casa do Batatinha, sendo que o pai dele leva a gente até o aeroporto. Fiquei de sair daqui 8:30 e já são 10h.

O dia foi estranho. Claro que deixei pra fazer várias coisas em cima da hora. Dormi mal. Acordei resfriado. Tinha que deixar tudo pronto no trabalho e as coisas surgiam de todos os cantos. Havia marcado dentista e precisava comprar dólares. Sim, deixei pra compra dólares um dia antes de partir. Um pouco esperado o preço melhorar, um pouco por que é o tipo de coisa que eu faço.

A dentista fez a pior limpeza que meus dentes já tiveram. Durou uns 10 minutos, sendo que uns 5 foram para o fluor. Por sorte no mesmo prédio da sacana havia uma casa de câmbio. R$ 1,82 por dólar. Mais barato do que eu havia cotado.

Cheguei em casa a noite com a mochila por terminar. Lembrei-me de que ainda tinha que trancar um mês de academia. Desci lá e no caminho passei pela Martins Fontes. Comprei um livro de bolso com uma coletânea do Fernando Sabino. Eis meu companheiro de viagem.

Academia, beirute na padoca e farmácia (to ficando hipocondríaco). Quando vou pagar percebo que estou sem meu cartão de crédito, que tinha dado o maior trabalho pra habilitar pra uso no exterior. Por sorte consegui achá-lo na livraria.

Fiz a mochila, mas senti falta de divisões para guardar pequenas coisas. Resultado: resolvi levar duas. E ai recebo uma mensagem me informando que a praia do carnaval que estava praticamente miada vai dar certo. E tudo se ajeita. E eu me sento aqui e digito um monte de baboseiras e, sem nem reler, clico em "publicar".



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Peru - Bolívia I

E eis que depois de anos sonhando em fazer um mochilão pela América do Sul finalmente vou tirar essa viagem do plano das ideias e trazê-la para realidade. Em 04 de fevereiro embarco para uma viagem de 16 dias, começando pelo Peru e terminando na Bolívia. Como companheiro de viagem segue comigo o velho amigo Guilherme Augusto, o Batatinha.

Vai ser uma correria. Saio dia 4 de São Paulo, chego a Lima no Peru ainda de manhã. Permaneço em Lima até dia 6, quando parto para Cuzco, o umbigo do mundo. Dia 9 de fevereiro andarei pelas ruínas de Machu Picchu. Entre Cuzco e La Paz conheceremos Puno, o lago Titicaca, a Ilha do Sol, entre outras cositas. Chegaremos a La Paz por volta do dia 12. De La Paz vamos ao Salar do Uyuni, voltamos e partimos de volta para São Paulo. Vai ser muito foda, tenho certeza. Não há um minuto a perder.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ano novo, vida nova?

E eis que começa 2012. Um ano em que teoricamente deveríamos ter carros voadores e viagens populares até a lua. O futuro que homens dos anos 60 previram não chegou. Entretanto, nenhum deles pensou em transferência de dados sem fio, smartphones ou no tecnobrega. A vida foge da previsão dos maiores ficcionistas e teóricos da humanidade, quem você pensa que é pra fazer promessas de ano novo e achar que elas dependem apenas de você?

Me lembro do filósofo Spinoza, e sua liberdade determinada. Para ele nós somos formigas andando em um tronco sendo levado por um rio. Podemos andar livremente sobre a superfície do tronco, mas não podemos mudar o curso das águas. No ano que acabou eu fiz diversos planos. Tomei as iniciativas e outras coisas totalmente inesperadas aconteceram. Nem todas foram boas, mas eu prefiro sempre olhar o lado positivo, afinal de contas, do que vale reclamar?

Em 2012 eu quero, mas uma vez, tentar ler alguns livros e ver alguns filmes que estão na lista de espera já faz um tempo (o 2666 que eu ganhei está intocado até agora e o Lavoura Arcaica eu baixei há uns 2 anos), quero ir sério na academia, fazer meu inglês sair do limbo, crescer como profissional, criar mais, conhecer mais. De certa forma é o mesmo que eu desejava há um ano.

Já fazia mais de 6 meses que eu não escrevia nada aqui, e não existe nenhuma razão para isso: é algo que eu adoro fazer. Como espasmo de ano novo deixei algumas palavras fluírem. Provavelmente eu pare outra vez. Quem sabe?


terça-feira, 14 de junho de 2011

Geeks

Andando pela Avenida Paulista parei atrás de um grupo de geeks na esquina. Sinal fechado. Um deles, com sotaque nordestino, dizia, em tom de discurso: "Esse Java não presta, além de ter que colocar um monte de códigos você tem que escrever um monte de coisas ainda. Isso não é pra programador, isso é pra escritor!". Os outros concordaram prontamente. Um deles, gordinho de óculos, calado até então, não se segurou e desabafou: "E o dot net? EU NÃO POSSO ACEITAR ISSO!". O comentário acendeu os ânimos e todos começaram a falar e gesticular. Nisso o sinal abriu.