Postagens populares

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Queria fazer um texto grande e contar minha experiência de primeiro dia no Peru, mas não consigo entender este teclado com configuração estranha...

Impressões:
1- O Peru parece o Brasil do início dos anos 90 que vemos na TV
2- As praias são de pedra.
3- Os ônibus são muito velhos, sucata.
4- O trânsito é muito ruim e o pedestre não tem direito a nada.
5- A neblina nos perseguiu.
6- Não existe padrão para os táxis.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Estranha partida

Escrevo correndo, como sempre estou atrasado. Amanhã cedo parto pra Lima. Meu voo está marcado para 7:40. Para facilitar as coisas combinei de dormir na casa do Batatinha, sendo que o pai dele leva a gente até o aeroporto. Fiquei de sair daqui 8:30 e já são 10h.

O dia foi estranho. Claro que deixei pra fazer várias coisas em cima da hora. Dormi mal. Acordei resfriado. Tinha que deixar tudo pronto no trabalho e as coisas surgiam de todos os cantos. Havia marcado dentista e precisava comprar dólares. Sim, deixei pra compra dólares um dia antes de partir. Um pouco esperado o preço melhorar, um pouco por que é o tipo de coisa que eu faço.

A dentista fez a pior limpeza que meus dentes já tiveram. Durou uns 10 minutos, sendo que uns 5 foram para o fluor. Por sorte no mesmo prédio da sacana havia uma casa de câmbio. R$ 1,82 por dólar. Mais barato do que eu havia cotado.

Cheguei em casa a noite com a mochila por terminar. Lembrei-me de que ainda tinha que trancar um mês de academia. Desci lá e no caminho passei pela Martins Fontes. Comprei um livro de bolso com uma coletânea do Fernando Sabino. Eis meu companheiro de viagem.

Academia, beirute na padoca e farmácia (to ficando hipocondríaco). Quando vou pagar percebo que estou sem meu cartão de crédito, que tinha dado o maior trabalho pra habilitar pra uso no exterior. Por sorte consegui achá-lo na livraria.

Fiz a mochila, mas senti falta de divisões para guardar pequenas coisas. Resultado: resolvi levar duas. E ai recebo uma mensagem me informando que a praia do carnaval que estava praticamente miada vai dar certo. E tudo se ajeita. E eu me sento aqui e digito um monte de baboseiras e, sem nem reler, clico em "publicar".



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Peru - Bolívia I

E eis que depois de anos sonhando em fazer um mochilão pela América do Sul finalmente vou tirar essa viagem do plano das ideias e trazê-la para realidade. Em 04 de fevereiro embarco para uma viagem de 16 dias, começando pelo Peru e terminando na Bolívia. Como companheiro de viagem segue comigo o velho amigo Guilherme Augusto, o Batatinha.

Vai ser uma correria. Saio dia 4 de São Paulo, chego a Lima no Peru ainda de manhã. Permaneço em Lima até dia 6, quando parto para Cuzco, o umbigo do mundo. Dia 9 de fevereiro andarei pelas ruínas de Machu Picchu. Entre Cuzco e La Paz conheceremos Puno, o lago Titicaca, a Ilha do Sol, entre outras cositas. Chegaremos a La Paz por volta do dia 12. De La Paz vamos ao Salar do Uyuni, voltamos e partimos de volta para São Paulo. Vai ser muito foda, tenho certeza. Não há um minuto a perder.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Ano novo, vida nova?

E eis que começa 2012. Um ano em que teoricamente deveríamos ter carros voadores e viagens populares até a lua. O futuro que homens dos anos 60 previram não chegou. Entretanto, nenhum deles pensou em transferência de dados sem fio, smartphones ou no tecnobrega. A vida foge da previsão dos maiores ficcionistas e teóricos da humanidade, quem você pensa que é pra fazer promessas de ano novo e achar que elas dependem apenas de você?

Me lembro do filósofo Spinoza, e sua liberdade determinada. Para ele nós somos formigas andando em um tronco sendo levado por um rio. Podemos andar livremente sobre a superfície do tronco, mas não podemos mudar o curso das águas. No ano que acabou eu fiz diversos planos. Tomei as iniciativas e outras coisas totalmente inesperadas aconteceram. Nem todas foram boas, mas eu prefiro sempre olhar o lado positivo, afinal de contas, do que vale reclamar?

Em 2012 eu quero, mas uma vez, tentar ler alguns livros e ver alguns filmes que estão na lista de espera já faz um tempo (o 2666 que eu ganhei está intocado até agora e o Lavoura Arcaica eu baixei há uns 2 anos), quero ir sério na academia, fazer meu inglês sair do limbo, crescer como profissional, criar mais, conhecer mais. De certa forma é o mesmo que eu desejava há um ano.

Já fazia mais de 6 meses que eu não escrevia nada aqui, e não existe nenhuma razão para isso: é algo que eu adoro fazer. Como espasmo de ano novo deixei algumas palavras fluírem. Provavelmente eu pare outra vez. Quem sabe?


terça-feira, 14 de junho de 2011

Geeks

Andando pela Avenida Paulista parei atrás de um grupo de geeks na esquina. Sinal fechado. Um deles, com sotaque nordestino, dizia, em tom de discurso: "Esse Java não presta, além de ter que colocar um monte de códigos você tem que escrever um monte de coisas ainda. Isso não é pra programador, isso é pra escritor!". Os outros concordaram prontamente. Um deles, gordinho de óculos, calado até então, não se segurou e desabafou: "E o dot net? EU NÃO POSSO ACEITAR ISSO!". O comentário acendeu os ânimos e todos começaram a falar e gesticular. Nisso o sinal abriu.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O que li em 2010



Em 2010 eu comecei a ter acesso à biblioteca do CCBB-RJ, que tem um ótimo acervo, apenas entrando em um dos aplicativos do banco. Em alguns dias o livro chega na minha mesa em malote lacrado. Maravilha, praticamente não peguei livros em outro lugar neste ano. Como o sistema guarda o "histórico do usuário", fiquei com uma relação dos livros emprestados (e, portanto teoricamente lidos) ao longo do ano; coisa que eu sempre quis fazer e que nunca deu certo, quase sempre porque eu perdia a lista ou me esquecia dela.

Analisando a relação fica claro que não foram muitos livros, 10, não batendo nem a minha meta de um livro por mês. Situação acentuada pelo fato de que "Todos os homens do presidente" é apenas um livreto desses publifolha - apesar de ser um interessante panorama sobre o impedimento do Collor, escrito ainda no calor dos acontecimentos. Outro ponto negativo foi o fato de não ter lido inteiro o conjunto de ensaios do Ítalo Calvino "Por que ler os clássicos", que me agradou em vários momentos e me entediou em outros. "Formação econômica do Brasil" foi uma tentativa frustrada. O texto denso do Celso Furtado não me permitiu passar dos primeiros capítulos. Mas eu não desisto dele!

As perspectivas não são boas até aqui, pode parecer que o ano foi perdido, mas eu me dou um desconto pelo ano turbulento que foi 2010, principalmente no segundo semestre, e pelo principal foco das leituras do ano, a série sobre a ditadura militar escrita pelo Elio Gaspari. Os 4 volumes mudaram minha maneira de ver e pensar o Brasil. É o trabalho de quase 20 anos de pesquisa em

que o jornalista teve acesso a fontes incríveis, sobretudo o próprio general-presidente Ernesto Geisel. Um livro que mata a cobra e mostra o pau (to sendo chulo, eu sei), já que tudo o que se afirma tem sua respectiva nota de rodapé com a fonte da informação. Recomendo a todos.

Por fim, li finalmente o Código Da Vinci, que muito me agradou e duas biografias: A do Castro Alves, o materializador do estereótipo poeta-heroi romântico (jovem, belo -padrões da época -, abolicionista, republicano, tuberculoso, entre outras coisas...) e a do Marcinho VP, contada no Abusado, do Caco Barcellos; um mergulho nas favelas cariocas, sua formação e o sistema de tráfico dentro delas, e, principalmente, um mergulho no bom jornalismo investigativo.






Segue lista completa:

Por que ler os clássicos (não li inteiro)
Castro Alves: um poeta sempre
A Ditadura encurralada
A ditadura derrotada
O Código Da Vinci
A ditadura escancarada
A ditadura envergonhada
Abusado
Todos os homens do presidente
Formação econômica do Brasil (peguei e nem relei direito)

sábado, 7 de maio de 2011

Não recicláveis

Na esquina da FESP-SP, onde faço pós, tem uma cafeteria (um pouco puxada pra boteco). O expresso é caro, R$ 2,30, mas eu acabo tomando um toda quarta e sexta, um pouco pela sonera, um pouco por ir com o pessoal. Dia desses percebi que após tirar o café a moça do balcão - acho que ela não é especializada o suficiente pra ser chamada de barista - joga a borra dentro de uma gaveta, que fica no móvel de madeira que sustenta a cafeteira. Não consigo deixar de questionar o que é feito com essa borra. Depois de pensar um tempo cheguei a conclusão de que ela deve ir pro mesmo lugar pra onde vai a saliva da cadeira do dentista e os dentes de leite. Comentei isso com uma colega e ela acrescentou triunfante:
- "Deve ser o mesmo lugar onde a depiladora joga a cera usada!".